Após o episódio ocorrido na manhã de quinta-feira (12), durante manifestação pacífica de professores, em frente à Prefeitura de Bragança Paulista, a Câmara Municipal recebeu nesta sexta-feira (13), documento que pede a cassação do mandato do prefeito Edmir Chedid.
O pedido é feito pelo médico Dr. César Alves e pela deputada estadual Paula da Bancada Feminista (PSOL), que acusam o prefeito de cometer uma possível infração político-administrativa. No documento, o médico cita outros episódios envolvendo o prefeito.
Na quinta-feira (12) Edmir Chedid, se exaltou durante manifestação pacífica de professores da rede municipal de ensino, que foram até à frente da Prefeitura pedir respostas sobre a situação delas. No entanto, o prefeito, além de elevar a voz com as profissionais, arrancou o celular das mãos do jornalista Luís Henrique Domingues, da Rádio Bragança FM, que cobria a manifestação. Edmir mandou ele calar a boca e também tentou retirar o microfone do profissional.
Moção de Repúdio
O vereador Juninho Boi também protocolou uma moção de repúdio que será apresentada aos demais vereadores na próxima sessão da Câmara que, excepcionalmente, devido ao Carnaval, será na quarta-feira (18).
Bancada Feminista do PSOL
A Bancada Feminista do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também protocolou na Câmara de Bragança Paulista, um ofício assinado pela deputada estadual Paula Nunes dos Santos, dirigido ao presidente do Legislativo, vereador Tião do Fórum, solicitando informações e pedindo providências institucionais, bem como manifestando repúdio sobre o fato ocorrido na quinta-feira (12).
O documento do PSOL repudia a atitude do prefeito ao retirar o celular das mãos do jornalista que cobria a manifestação dos professores e defende a liberdade de imprensa. “Agentes públicos, especialmente chefes do Poder Executivo, devem pautar sua atuação pelos princípios da legalidade administrativa, da impessoalidade, da transparência e do respeito aos direito humanos”, diz o documento do PSOL.
A Bancada Feminista ainda pede informações sobre as providências formais que estão sendo adotadas, sobre medidas para garantir o respeito e solicita informações sobre quais mecanismos de fiscalização, acompanhamento ou responsabilização do chefe do Executivo nas situações que envolvam violações de direitos fundamentais, liberdade de imprensa e relação com a sociedade civil.